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domingo, 2 de outubro de 2011

MARANHÃO LIDERA RANKING DE CIDADES MISERÁVEIS

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou ontem um ranking de miserabilidade das cidades brasileiras, tendo como base o Censo 2000. O levantamento mostra que as cidades com maior proporção de miseráveis estão no Maranhão, e as com um menor número de pessoas carentes, no Rio Grande do Sul. O estudo contabilizou 50 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza no Brasil e 2,7 milhões no Rio de Janeiro.
No ranking nacional, divulgado como referência para o Mapa da Fome no Rio de Janeiro, foram consideradas miseráveis pessoas com renda menor que R$ 80, incluindo crianças e idosos.
A partir do levantamento por municípios, foi elaborado também um ranking com Estados com a maior e a menor proporção de miseráveis. Entre os mais pobres, o Maranhão aparece na primeira posição, com 68,42% de miseráveis. São Paulo se destaca como a unidade com menor proporção de miseráveis, com 14,25%.
Conforme o estudo coordenado pelo professor Marcelo Cortes Neri, entre as dez cidades com menos pessoas pobres, nove estão no Rio Grande do Sul e uma, em São Paulo. Os índices variam de 1,16% a 3,35% da população. Já dos dez municípios com o maior número de famílias carentes, quatro deles estão no Maranhão e três, no Piauí.
Conforme a FGV, a cidade que tem mais habitantes vivendo abaixo da linha da miséria é Centro do Guilherme (MA), onde 95,32% da população recebe menos do que R$ 80 per capita mensais.
A renda de R$ 80 corresponde ao custo monetário do consumo diário de 2.280 calorias, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. O mapa da miséria revela que ela pode ser erradicado se cada brasileiro não-miserável contribuir com R$ 15 mensais.
O estudo indica que no Brasil em 2000, havia 50 milhões de miseráveis, o mesmo número estimado no Mapa do Fim da Fome 1, divulgado em 2001 e elaborado com base em dados do IBGE recolhidos entre 1996 e 1999.

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