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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

POBREZA NO MARANHÃO


Maranhão detêm maioria dos sem-rendimento
11 de setembro de 2011 às 09:23
Censo do IBGE mostra que dos 4,8 milhões que vivem em extrema miséria maior parte é de negros, pardos e crianças de até 14 anos
Os municípios de numerosa população indígena da Região Norte e os mais pobres do Maranhão concentram as maiores proporções de miseráveis que vivem sem renda própria, apontam dados do Censo 2010 recém-divulgados. A radiografia dessa população de 4,8 milhões de habitantes - equivalente à soma dos moradores de Fortaleza e Belo Horizonte - mostra que são, na maioria, negros e pardos e crianças de até 14 anos.
Em maio do ano passado, quando anunciou a existência de 16,2 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza no País, o governo federal dividiu os miseráveis entre sem renda e os 11,4 milhões que tinham rendimento familiar per capita de R$ 1 a R$ 70 mensais. No mês seguinte, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) detalhou informações sobre os que tinham renda. O mapeamento dos sem-rendimento foi concluído em agosto.
Os números do Censo do IBGE mostram que, em Roraima, Estado brasileiro que detém a maior proporção de indígenas, 9% da população total é formada por pessoas que vivem em extrema pobreza e não dispõem de renda própria. No Maranhão, Estado mais pobre do Brasil, 6,7% da população - um contingente de 438 mil pessoas - vive nessas condições.
Critérios - O IBGE reuniu no universo dos miseráveis sem renda aqueles que recebem apenas benefícios como o Bolsa Família e os que não têm nenhum tipo de assistência monetária do poder público, mas não fez uma contabilidade de cada grupo separadamente.
Na pequena cidade de Santa Isabel do Rio Negro, no Amazonas, quase metade (48%) dos 18 mil habitantes não tem renda própria. É a maior proporção do País. No município, 59% da população é constituída de índios. Em Marajá do Sena, no Estado do Maranhão, três em cada dez moradores vivem em famílias sem renda própria. A cidade de 8 mil moradores tem a segunda pior renda média familiar per capita do País, de apenas R$ 153,47 mensais.
“A população sem renda que está em áreas de população indígena e de maioria rural vive fora do circuito mercantil, está em outro sistema de produção. Nessas áreas o nível de monetarização é baixo e é preciso pensar alternativas para as pessoas sem renda, porque não basta conseguir um posto de trabalho. Elas trabalham muito, mas com produtividade baixa”, argumenta a professora Lena Lavinas, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista no estudo da pobreza.
(Luciana Nunes Leal - O Estado de S.Paulo)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO NO MARANHÃO


Escolas do Maranhão têm pior desempenho do país no ENEM 2010
12 de setembro de 2011 às 12:10 
POR OSWALDO VIVIANI
O Maranhão foi o estado brasileiro que obteve a pior pontuação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010. Segundo o resultado da prova, divulgado ontem (12), o estado obteve pontuação 512, sendo um dos três que ficaram abaixo da média – os outros dois são Tocantins (também com 512) e Piauí (518).
A escola maranhense de ensino médio que atingiu melhor pontuação no Enem 2010 ficou na 61ª colocação entre as 4.203 escolas do Brasil que participaram da prova. Trata-se do Jardim Escola Crescimento, do Renascença (São Luís), que obteve 697,60 pontos (acima da média). Em 2º lugar entre as melhores escolas do Maranhão, ficou o Centro de Educação Internacional COC, do Calhau (São Luís), com 693,72 pontos (81º posto no ranking nacional). O Colégio Educator, localizado no Outeiro da Cruz (São Luís), foi ranqueado na 3ª posição, no estado, e na 112ª no ranking nacional, obtendo 689,04 pontos, enquanto o Centro Educacional Montessoriano Reino Infantil (do Renascença) ficou em 4º lugar no Maranhão e em 145º no país, com 685 pontos.
Das 20 melhores escolas maranhenses no Enem 2010 (todas com pontuação acima da média), apenas três pertencem à rede pública: Instituto Federal do Maranhão, no Monte Castelo (São Luís), com 676,22 pontos (5ª no estado e 224ª no Brasil); Cefet de Imperatriz, com 662,63 pontos (8º no estado e 380º no país); e Colégio Universitário (Colun), localizado no campus da Ufma, com 645,05 pontos (14º no estado e 737º no país).
Pioraram – Sete das 20 escolas maranhenses com melhor desempenho no Enem 2010 pioraram sua pontuação em relação ao ano anterior (2009).
São elas: Centro Educacional Montessoriano Reino Infantil (de 693,37 em 2009 para 685 em 2010); Instituto Federal do Maranhão, de São Luís (de 677,47 em 2009 para 676,22 em 2010); Colégio Santa Teresa, de São Luís (de 661,39 em 2009 para 658,75 em 2010); Centro de Ensino Upaon-Açu, de São Luís (de 660,42 em 2009 para 653,41 em 2010); Colégio O Bom Pastor, de São Luís (de 645,53 em 2009 para 638,93 em 2010); Colégio Marista do Araçagi, de São José de Ribamar (de 645,16 em 2009 para 633,95 em 2010); e Colégio Literato, de São Luís (de 653,30 para 633,63 em 2010).
No Maranhão, alunos de 13.691 escolas participaram do Enem 2010 (12.886 públicas e 805 particulares).
Entre os 9 estados do Nordeste, apenas o Maranhão e o Piauí atingiram pontuação abaixo da média. Ficaram dentro da média Pernambuco (537), Ceará (535), Alagoas (534), Paraíba (531), Bahia (531), Rio Grande do Norte (528) e Sergipe (527). Nenhum estado nordestino se posicionou acima da média (pontuação a partir de 554,06).
A pontuação do Brasil, como um todo, ficou em 537 (dentro da média).
ENEM: PONTUAÇÃO DOS ESTADOS*
Distrito Federal: 579
Rio de Janeiro: 572
São Paulo: 561
R. G. Sul: 559
Minas Gerais: 557
Santa Catarina: 555
Goiás: 544
Mato Grosso do Sul: 543
Paraná: 543
Pernambuco: 537
Ceará: 535
Espírito Santo: 535
Alagoas: 534
Pará: 532
Paraíba: 531
Bahia: 531
R. G. Norte: 528
Sergipe: 527
Amapá: 527
Mato Grosso: 526
Roraima: 523
Rondônia: 523
Acre: 522
Amazonas: 522
Piauí: 518
Tocantins: 512
Maranhão: 512
(*) Parâmetros:
Abaixo da média: até 520,01
Dentro da média: entre 520,01 e 554,06
Acima da média: a partir de 554,06